Quem somos?

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O nosso campo de batalha

18 janeiro 2014

E se eu te disser que eu acreditei piamente que seriamos um boa ideia, você acreditaria? Nos sempre fomos tão diferentes um do outro, e eu me lembro de você me dizer que era porque um quebra-cabeças não se completava com peças iguais e eu apenas acreditava.

Eu também acreditava que todas as nossas diferenças se resolviam quando finalmente nossos lábios se tocavam, quando você me olhava, quando assistíamos ao por do sol juntos, naqueles momentos eu poderia jurar que tínhamos o encaixe perfeito.

As nossas diferenças foram fortes e decidiram entrar em uma guerra contra nós. E nós lutamos. Lutamos tanto contra elas que quando percebemos estávamos em um campo de batalha lutando contra nós mesmos. Eu sabia, você sabia, nós tínhamos que nos deixar ir para acabar com toda aquela guerra. Ao mesmo tempo era tão difícil esquecer que nós já parecemos tanto com uma boa ideia.

O tempo fez o favor de mostrar que você estava certo. Peças iguais não completam mesmo um quebra-cabeça, mas nós somos peças de quebra-cabeças diferentes e por mais que a gente consiga juntar uma peça aqui, outra ali, nunca faremos uma combinação completa.

Por: Fernanda Regina

A hora de admitir

26 setembro 2013


Admitir qualquer coisa sempre foi complicado pra mim. O ato de admitir sempre ou quase sempre é seguido de um erro, e eu sempre fui tão perfeccionista. Desde pequena nunca admitia meus erros, uma vez quebrei o vaso da planta preferida da mamãe, todos sabiam que tinha sido eu, perguntaram a primeira vez “foi você?” e eu respondi com confiança “não”, e coloquei na minha cabeça que negaria até a morte só pra não admitir. Perguntaram a segunda, a terceira vez, e a resposta foi a mesma;  não é que eu seja mentirosa, é diferente, eu tinha problemas em admitir que errava.

Lembro perfeitamente quando o conheci, ele transmitia uma confiança incrível no olhar. Tinha um jeito tão profundo de me encarar. Estava sempre cercado por todos, todos girando em torno dele, eu observava e prometia a mim mesmo que nunca faria isso.

Estávamos em uma festa de amigos em comum quando nos apresentaram, eu já estava o observando há um bom tempo, sempre fui observadora, gostava de criar perfis de como as pessoas eram, o  perfil dele já estava traçado; o garoto que se acha por que todos fazem o que ele quer, ou seja, desinteressante. Ele me cumprimentou com um beijo no rosto e eu reparei em seus lábios macios e em seu perfume gostoso, por que eu estava fazendo isso? Sentou-se ao meu lado e começou a conversar, e eu me senti no colegial novamente rindo de todas as gracinhas que ele fazia. Meu Deus o que estava acontecendo comigo? Você foi diferente desde o primeiro dia. Algo me dizia que estava chegando a hora de admitir que eu sabia amar, o que pra mim sempre foi um erro.

Eu ridicularizava o amor, odiava o jeito que as pessoas ficavam quando estavam apaixonadas. Eu juro que acreditava que o amor era uma grande fantasia da humanidade, até pensei em escrever um livro sobre isso, claro que só naquelas vontades que nunca realizaremos. É engraçado pensar nessas minhas idéias antigas.

O nosso primeiro beijo aconteceu no mesmo dia que nos conhecemos. Ele me deu uma carona até minha casa, conversamos muito no caminho, éramos tão parecidos. Trocávamos a noite pelo dia, adorávamos assistir filmes; tudo bem que não o mesmo gênero, torcíamos pro mesmo time, até o estilo musical era parecido. Nós tínhamos muitos assuntos e ele me fazia rir espontaneamente. Ele estacionou o carro na porta da minha casa. Fez-se um silencio. Eu o olhei sorrindo e disse:
- Tchau! – Ele segurou meu braço e me beijou. Eu nunca me senti tão completa em toda minha vida. Era mesmo hora de admitir, as borboletas no estomago não eram imaginárias, a sensação de estar flutuando também não.

 Derrubaram minha teoria por completo. Mas já encontrei outra pra acreditar, a de almas gêmeas. Nós vivemos pra encontrar a nossa outra metade e ser feliz, basicamente é isso, até poderia pensar em escrever sobre isso, mas acho que as palavras que conheço são tão poucas para descrever.
Por: Fernanda Regina


Só pra te dizer adeus

21 agosto 2013


Você, mais do que ninguém sabe que sempre fui daquelas que planejam cada passo da vida. Sempre quis ser dessas que deixam as coisas acontecerem espontaneamente, mas nunca consegui. E quando te conheci não foi diferente, nos apaixonamos e meu plano era bem simples; ficar ao seu lado o resto da minha vida.

Acho que a vida, ou o destino, não gostam de serem planejados. Eu te perdi da pior maneira que alguém pode perder uma pessoa, eu te perdi pra sempre. E não importa quantas pessoas digam que vai ficar tudo bem, eu sei que vou melhorar, mas você nunca mais vai estar aqui e isso não parece bem pra mim.


Eu fui sufocada por um travesseiro, meu coração esmagado por um trator, minha cabeça explodida por uma dinamite e nada disso se aproxima da dor que eu senti quando aquele telefonema me disse que metade de mim estava morta.

Nós éramos... Ainda é tão difícil falar de você no passado... Nós éramos aquele tipo de casal que tem poucas coisas em comum, mas de alguma forma nos encaixávamos perfeitamente. E quando nós assistíamos ao por do sol juntos, deitada em seu ombro, sentindo o seu perfume,  eu podia jurar que fomos feitos um para o outro.

Eu ainda não entendo o por que fui deixada aqui sozinha, sendo que era você que me acalmava quando ninguém conseguia fazer. Só você me dizia o quanto eu era incrível com tanta verdade e com uma admiração tão grande no olhar que eu acreditava piamente. Juntos nós éramos imbatíveis, lembra?


No nosso amor, felizmente, não faltaram declarações. Eu sempre te disse que você fazia-me sentir a garota mais sortuda do mundo. Agora, a mais sortuda e a mais azarada. Continuo sortuda por ter sido amada por você e por ter te amado tanto.

A sua perda não vai apagar nada do que vivemos juntos, tudo estará pra sempre vivo e intacto em meu coração. E se um dia eu ficar bem velhinha, ainda sim, irei olhar para o céu e lembrar-me de você e do nosso amor.

Você com certeza será pra sempre um dos capítulos mais bonitos e mais felizes da minha vida. Quem sabe um dia não nos encontramos, em outro plano, e finalmente vou poder olhar em seus olhos de novo e te pedir pra não me deixar nunca mais.

Da sua garota mais sortuda do mundo para o meu gigante.


Por: Fernanda Regina

Turbilhão de recordações

19 fevereiro 2013

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Não lembro exatamente quando te conheci, nem ao menos quais foram nossas primeiras palavras trocadas. Mas sei exatamente quando senti que você era diferente, eu não era ingênua, nem tinha muita fé nas pessoas, mas você foi me levando com seu sorriso de lado, com seu olhar curioso e admirado.  Do qual eu sempre quis fugir, pois seu olhar sempre foi tão convidativo, me convidavam a tirar os pés do chão. 
Reproduzo seu sorriso e seu olhar em minha mente, e mesmo agora ainda me parecem incríveis.  É passado, mas no presente, ainda me lembro de nós dois, dos beijos, das conversas em baixo da arvore, de como era bom acariciar seus cabelos macios... 
Estou aqui numa madrugada qualquer, um turbilhão de recordações, mesmo querendo com todas as forças que elas parem de me invadir desse jeito, sem minha permissão. E o dia insiste em não clarear. Tento fazer o silencio colocar as coisas em seu lugar. Então decidi organizar esse turbilhão em palavras, algo que você provavelmente nunca irá ler. Mas faz-me sentir bem. 
Não se preocupe. Não estou morrendo por dentro. Estou bem. Acredite. Você é uma lembrança boa, pode ter certeza. Eu sei que tivemos mais baixos do que altos, mas mesmo assim, as coisas ruins eu apaguei da memória com o tempo. É melhor lembrar apenas das coisas boas, pois você será uma eterna cicatriz. Eu nunca irei te esquecer.  E eu já aceitei isso. 
Sinto sua falta, demais. Mas nós nunca seremos os mesmos daquele inverno juntos.  Seus abraços não vão me aquecer como antes, por que do inverno, só sobrou o gelo entre nós dois. E já é verão, eu não preciso mais do seu calor. 
Onde você estiver, espero que esteja bem. E que não se esqueça de tomar cuidado quando sair de moto. Ainda tenho a mania de me preocupar por você.

Por: Fernanda Regina



Forte o bastante pra ficar

19 janeiro 2013

Por: Fernanda Regina



Já faz algum tempo que não trocamos nenhuma palavra. Quem diria? A vida aconteceu, como devia ser. Sem você aqui. Já fazia um tempo que eu não pensava na nossa história, aliás, a angustia durou apenas algum tempo.

Naquele tempo, eu ainda achava que nós dois tínhamos um concerto.  Tinha esperanças de que um dia tudo ia voltar a ser como antes. Esperei ligações, mensagens, um pedido de desculpas, mesmo que não fosse você o errado. Você sempre soube que eu nunca iria passar por cima do meu orgulho, você sabia que eu não iria te ligar, nem te mandar mensagem, muito menos te pedir desculpas. Por que sempre foi seu o papel de nos reconciliar, sempre foi seu o papel de me entender.

Eu sempre com minhas crises e você dizia que adorava esse meu jeito. Dava risada das coisas que eu dizia que você considerava bobeiras.  Dizia que sabia de todos os meus defeitos e que os mesmos faziam você me amar cada vez mais. Você sempre foi tão exagerado.
Mas eu com meu medo dos sentimentos, com a dificuldade de lidar com eles acabei te sufocando e você foi embora sem dizer ao menos adeus. Vou ter que confessar que achei que você nunca iria ter coragem. Eu te subestimei demais, não foi?

Também nunca me achei boa o suficiente pra você, você sempre foi otimista e eu aquela que dizia que não iria dar certo. Eu te disse no começo que não valia a pena ir em frente comigo, o seu problema é que você não acreditava no meu pessimismo. Mas não posso dizer que fiquei feliz quando você foi embora. Morri de saudades, você me equilibrava. Mas você se lembra de quando eu te disse que era ótima em me regenerar?  Faz tempo que estou completamente bem, te tenho como uma boa recordação.

Você disse que aguentava, mas você não foi forte o bastante pra suportar a minha confusão. Foi bom enquanto durou.
Não deveria esperar algo de alguém, me decepcionei, eu esperei demais de você, apesar do meu jeito confuso, você sabe que você conseguiu dar um brilho diferente na minha vida. Será que eu não demonstrei isso pra você? Frustrei-me sim quando você foi embora, de tanto você dizer, eu quase acreditei que você seria forte o bastante pra ir até o fim. Mas graças a você, hoje estou ainda mais forte, acho que estou imune em relação a acreditar demais em alguém.

Sinceramente te desejo toda a felicidade do mundo, quero que você encontre a pessoa perfeita que você procurava.  Não sei se ela existe, mas espero pelo menos que ela seja menos confusa e cheia de ideias malucas, igual a mim.
Tenho que admitir que na madrugada, às vezes, você faz falta. Demais. Até mais do que eu achei que fosse capaz de sentir. Em outras horas, poucas vezes me lembro de que a nossa história existiu, até escrever isto aqui.

Não subestime o amor

23 dezembro 2012

Ela, aquela simples garota que adorava seu mundo paralelo. Ele, aquele garoto que adorava seu time de futebol. Usavam isso como uma válvula de escape do mundo qual eles não achavam muita graça.
Estavam acostumados com as pessoas vazias, que encontravam por ai. Nada que os cativassem ou ninguém que os encantassem mais que o tão colorido mundo paralelo e a tão emocionante partida de futebol.

Esbarraram-se nas estradas da vida, em busca apenas de distração. Depois disso, nada mais fora o mesmo.
Desde o primeiro olhar, as primeiras palavras trocadas, o primeiro beijo. Descobriram que juntos podiam viver somente pela emoção de estarem juntos. Com os pés fora do chão. Faltava mesmo alguém aparecer para deixar tudo assim, de repente. Tão rápido quanto um furacão eles já pertenciam um ao outro. 

Eles não eram parecidos em quase nada, mas eram malucos o suficiente pra saírem por ai só pra descobrir o segredo da noite. E qual segredo era esse? Ninguém sabia, mas juntos as horas corriam, não importava o que tivessem fazendo, o mundo parava, as horas voavam, nada era simplório, tudo era um turbilhão de sensações.

Sabiam que eram diferentes demais das pessoas, sabiam que não queriam rotinas, mas se enganaram ao pensar que ninguém no mundo fosse querer compartilhar loucuras, apenas pra não ser mais um robô da vida. 

Ela queria uma viagem sem destino em um carro conversível, de preferência ao som de suas musicas prediletas do momento. Deixar seus cabelos ao vento enquanto cantava. 
Quem não acharia uma loucura? Ele. Ele estava disposto a dirigir o conversível pra ela e até escutar as musicas dela, contanto que ela o deixasse ouvir as dele, um pouco “Só um pouquinho, vai?” ele pedia, ela não resistia.

Ele queria pegar um cavalo, mesmo sem nunca ter montado num e cavalgar tão rápido a fim de competir com o vento, somente pra sentir a adrenalina, que ele adorava, e a brisa em seu rosto. Quem não acharia uma loucura? Ela.  Mas só se ela estivesse em sua garupa, abraçada em suas costas. Juntos. Nada parecia tão agradável.

Conheceram a paixão e o amor. Aprenderam que não se deve subestimar o mundo. Até passaram a acreditar em destino.
Ela até compartilhou um pouquinho do seu mundo paralelo com ele. Sabia que juntos a vida podiam ser tão colorida quanto. Ela poderia sonhar imaginar e realizar, quase tão igual quanto em seu mundo, só que muito melhor. 

Ele viu que podia sentir o mesmo friozinho na barriga que sentia assistindo o jogo, com apenas um beijo dela. Para ele, estar com ela, era quase igual uma final de copa do mundo, só que bem mais prazeroso.

Nunca deixe de acreditar, pra ser feliz não é preciso mudar por ninguém, sempre tem um maluco a fim de ser feliz também, não importa como.



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